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As escrituras védicas não são novidades em outras partes do mundo, fora da Índia. Há muitos anos, em várias partes do Planeta, existem pessoas de todos os níveis que apreciam a profundidade, as inspirações e a perspicácia dos pensamentos védicos.
O Vastu Shilpa Shastra é a antiga ciência mística da arte de projetar e construir edifícios. Ela tem sua origem no Stapatya Veda, que, por sua vez, é uma parte do Atharva Veda – um dos quatro Vedas.
O épico Ramayana fala sobre sete ou oito construções pavimentadas, o Mahabharata fala sobre o palácio Mayasabha, construído pelo arquiteto Maya. Fala, ainda, da cidade Indraprastha, edificada por Viswakarma, o arquiteto celestial que também construiu a cidade Dwarkad. E todas essas criações eram inimagináveis lugares oníricos da Índia antiga, edificadas segundo as diretrizes do Vastu Shilpa Shastra.
Alguns dos textos antigos sobre o assunto são Kashyapa Shilpa Shastra, Brihat Samhita, Viswakarma Vastu Shastra, Smarangana Sutradhara, Vishnudharmothara Purana, Aparajitha Praccha, Jaya Praccha, Pramana Manjari, Vastu Shastra, Maya Vastu, Bhrigu Samhita etc. E alguns dos grandes sábios que enriqueceram o conhecimento antigo do Vastu Shilpa são Bhrigu, Brihaspathi, Shukra, Kashyapa, Vasistha, Athri, Maya, Viswakarma, Varahamihira, Bhoja etc.
Entretanto, somente a arquitetura do Indo-Moghut é que é muito conhecida atualmente no Ocidente. Os estrangeiros na Índia visitam o Taj Mahal, a Mesquita de Pérola, o Forte Vermelho, Kutub-Minar, Chamuscar-Minar e muitos outros edifícios semelhantes. Não chegam a conhecer a antiga arquitetura do Vastu Shilpa Shastra.
Durante o século XIX e o começo do século XX, a moralidade e o estilo de vida indiano foram muito afetados pelos efeitos da educação e da civilização ocidentalizada. Os seguidores das tradições védicas e do Vastu Shilpa Shastra diminuíram, assim, substancialmente. Pensavam tratar-se de superstições, e conseqüentemente, motivo de vergonha.
Durante a segunda metade do século XX, gerações mais novas usavam normas críticas e analíticas adquiridas da educação ocidentalizada, para interpretar o milenar conhecimento védico. Contudo, vários intelectuais indianos despertavam para a grandiosidade da literatura da Índia antiga.
Hoje, a maioria das construções na Índia, incluindo alguns templos, carece de orientação do Vastu Shilpa Shastra. Os ocupantes e usuários dessas construções podem apresentar perda de saúde, riqueza, cônjuges, progênie, felicidade e paz mental. E talvez não seja também muito exagerado dizer que uma construção pode conferir felicidade e prosperidade a seus ocupantes.
O Vastu Shilpa Shastra é uma mistura de ciência, arte, astronomia, astrologia e doutrina mística. Deve-se ter muita cautela antes de se chegar a conclusões precipitadas sobre seus méritos e deméritos.
Sábios e santos autores sobre o assunto tinham em mente a influência do Sol; a Lua; os efeitos dos outros planetas e sua luz e calor sobre a Terra e seus seres vivos; a atmosfera da Terra; os ventos e suas direções; o campo magnético da Terra; a força gravitacional; além de vários outros fatores.
Junto com a Astrologia (Jyotishi), a Astronomia e o Calendário (Panchaanga-Almanac) representam papel importante em diferentes aspectos do Vastu Shilpa Shastra. Particularmente, quanto a decidir a hora e o dia certos para começar uma construção.
De acordo com o Vastu Shilpa Shastra, as estruturas arquitetônicas são influenciadas por leis naturais. Da mesma maneira que a saúde humana é influenciada pela natureza. Assim, uma casa ou um escritório asseguram saúde e prosperidade em geral, se construídos de acordo com leis da natureza. _______________________ Fontes: RAO, D. Muralidhar . Vastu Shilpa Shastra – Bangalore – Índia: SBS Publishers Distributers. 1995; Swami Sada Shiva Tirtha. The Ayurveda Encyclopedia – Delhi – Índia: Sri Satguru Publications, Indian Books Centre Indological and Oriental Publishers. 1998.
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Vastu Shilpa Shastra Uma das fontes de inspiração na área das edificações
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