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Vedanta – a metafísica dos Vedas Lokasaksi Dasa (*) “Agora, então, (vamos) indagar sobre o Brahman” (Brahma-sutra, 1.1).
“Brahman é aquilo de onde tudo emana” (Brahma-sutra, 1.2).
Uttara-Mimamsa (uttara ‘última’ + mimamsha ‘investigação’) seria a consideração última, ou investigação final dos Vedas. Esse sistema, mais conhecido como Vedanta (veda ‘conhecimento’ + anta ‘fim do’), analisa o campo transcendental, fala do Absoluto (Brahman). Seria uma síntese, uma conclusão harmoniosa dos ensinamentos tratados nos Vedas, Upanishads, e nos outros darshanas (textos filosóficos). O texto básico do Vedanta é o Brahma-sutra, também denominado Vedanta-sutra, composto por Badarayana, que é outro nome de Vyasadeva. Os seus comentários mais famosos formaram as bases para as principais escolas teológicas da Índia, fundadas pelos grandes mestres ou acharyas (aqueles que pregam pelo exemplo): Shankara, Ramanuja, Madhva, Nimbarka e Caitanya. O Vedanta aceita somente shabda, ouvir da revelação, como a única maneira para se conhecer a Verdade Absoluta (Brahman). Shabda, o conhecimento intuitivo revelado pelos Vedas, pode ser encontrado em bases filosóficas em três classes de escrituras (traya-prasthana): as Upanishads, o Vedanta-sutra e a Bhagavad-gita. Esses são os ensinamentos esotéricos dos Vedas aceitos por todas as escolas do Vedanta. ___________________________________________________________ (*) Loka Saksi Dasa é professor de Filosofia, Mestre em Ciência da Religião, pesquisador da Filosofia Védica e discípulo de A. C. Bhaktivedanta Swami. |


